terça-feira, 18 de agosto de 2009

Os Carros da Minha Vida.

Ufff, isto deu trabalho, tive que ver montes de fotografias para arranjar algumas. Mesmo assim, a do Vectra, Renault e Astra não são fotos minhas, são da net porque acho que nunca tirei fotos aos carros. As restantes são (eram) dos veiculos que me pertenceram (pertencem).



Austin Mini 1000
O meu primeiro carro. Devia ter 18 ou 19 anos. Em tom de brincadeira costumo dizer que tive duas alegrias com este carro, no dia em que o comprei e no dia em que o vendi. O espaço de tempo intermédio foi uma espécie de limbo, aconteceu-me de tudo o que se possa imaginar com ele mas ao mesmo tempo tinha respeito por esta pequena grande máquina e traz-me uma boa dose de recordações.


Nissan Micra
Desejando algo um bocado maior do que o mini, oscilei entre um Fiat uno e um Nissan Micra, acabei por optar pelo Nissan porque tinha fama de ser um carro robusto e de durabilidade superior ao Fiat. A escolha provou não ser muito acertada porque o Nissan não durou muito. Andei com ele até o motor dar o estertor, ou quase.


Renault Super 5
Como vendi o Nissan por pataca e meia e não tinha dinheiro, optei por um usado relativamente barato, um Renault Super 5. Um carro francamente feio e de interiores plastificados mas, este sim, robusto, nunca tive problemas até o vender à minha mãe. Ela usou-o até ter que deixar de conduzir, e aí ofereceu-o a um familiar.


Citroen 2CV
Uma daquelas manias, o 2cv já era um clássico por natureza, não descansei enquanto não arranjei um. Como sou péssimo em negócios (principalmente autos), este também foi um bom rombo na carteira. Comprei-o meio abandonado, foi pintado, posto a funcionar, e andei algum tempo com ele mas... confesso que não me habituei muito bem a este carro. Anda pouco, faz muito barulho e quase pegou fogo. Gosto dele, sem duvida, mas....vendi-o.


Opel Corsa 1.5TD (1995)
Este carro só tinha um defeito, não tinha direcção assistida, de resto era muito bom. Robusto q.b. e com uma motorização TD da Isuzu bem dimensionada para o peso do carro. Costumava comentar com a minha esposa que se lhe colocar umas asas o carro até levantaria voo. Em subidas, conseguia facilmente ultrapassar carros de maior potência. Acabei por vender quando necessitamos de um carro maior.


Opel Vectra 1.7TD (1997)
Veiculo que me deixa algumas saudades, era grande, bem construído, confortável e bonito. Adorei este carro. Não estive isento de problemas com ele e tinha um defeito horrível que era a sub-motorização. Também da Isuzu, mas desta vez não tinha pujança para o elevado peso da carroçaria. Os arranques eram um problema, demorava a desenvolver. Em andamento, sem problemas, era suficientemente veloz e com boas recuperações. Separei-me dele por já ter muita quilometragem e por estar a gastar um bocado demais.


Hyundai 1.6 FX (1997)
A fase dos desportivos, mais uma aventura. Optei por um Hyundai usado, preto, bonito, andava bem mas gastava ainda mais. Efectivamente os consumos com o aumento brutal dos combustíveis acabou por ser um problema e resolvi colocar um depósito de GPL. Andei uns anos, até me fartar e partir para outra mania, os 4x4.


Volkswagen Caravelle 1.6TD Westfalia (1985)
Entretanto, adquiro uma VW Caravelle 1.6TD convertida em autocaravana. Um daqueles amores à primeira vista. Adquiri-a em 2004 e estou de tal forma enamorado desta carrinha que, enquanto tiver dinheiro suficiente para a sustentar, não me livro dela.


Opel Astra 1.3cdti (2005)
Este é o substituto do Vectra. Comprei um Opel Astra 1.3cdti em troca do Vectra. Este Astra, tal como todos os Opel que tive, são bem construídos e anda bem mas o motor veio com um miserável problema que ninguém me resolve. Estou à espera da melhor oportunidade para o despachar.


Suzuki Samurai 1.9TD (1999) 4x4
Vendi o Hyundai para comprar isto. Passei, literalmente, de cavalo para burro. Este Suzuki Samurai TD é uma desgraça na estrada mas um brinquedo espectacular no fora de estrada. É robusto quanto baste apesar de imensamente espartano.


Devido ao aumento da familia e ao deterioramento das minhas costas por usar o Samurai, decidi vender para comprar o meu primeiro Carocha.

E para já é tudo, as minhas aventuras no mundo das 4 rodas está pejada de contratempos, loucuras, maus negócios e etc. Creio que até hoje, o carro a que me tenho mantido mais fiel, ou o que está (ou esteve) mais tempo na minha mão, é a carrinha VW, e vai continuar. Ando a pensar num novo membro para a minha garagem, um Karmann Ghia, provavelmente durante este ano vou aventurar-me.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Vilar 200cc



Uma bonita Vilar de 200cc que costumo ver nas feiras de clássicos. O quadro é diferente da minha mas têm outras peças que são iguais. Serviu de inspiração para a minha querida 125cc.







Peças da Vilar 125cc para Zincar


Peças da Vilar 125cc para a cromagem



As Motas da Minha Vida.

As motas que passaram pela minha mão. Aquelas de que, por algum tempo fui (ou sou) proprietário.

A minha primeira motocicleta, a Suzuki DR Big 50, era uma porcaria mas com muito bom aspecto. Fabricada na vizinha Espanha, tinha uma motorização fraquinha e com muita vibração. Adquiri-a na década de 90 (não sei precisamente quando) e serviu como iniciação. Vendi-a.

Depois de tirar a carta de moto, andei uns tempos com uma Yamaha dtlc 125 YPVS emprestada, uma grande máquina que me deixou saudades. Quando tive que devolver essa mota, optei pela compra de uma Yamaha Virago 250. Como era adepto de Customs pareceu-me a entrada mais acessível a este universo. Foi uma boa compra e em nada me arrependo. Usei, desfrutei e vendi para comprar uma como a foto seguinte.

Como adepto de customs, não será de estranhar que o alvo a conquistar seria uma Harley Davidson. E assim foi, uma boa oportunidade, adquiri uma FXSTC Softail Custom de 1340cc usada mas em óptimo estado e com alguns extras. Foi o realizar de um sonho (adquirida na década de 90), e de certa forma, pensei que seria o culminar da minha relação com as motas. Mas não foi. Ao fim de alguns anos, e por motivos que não interessa referir, vendi-a. Partiu-me a alma, e ainda hoje me doi pensar nisso. Tentei por um ponto final na minha vida de motociclista, vendi-a para nunca mais querer ter mais motas.

Como se pode verificar, não consegui me desligar desse mundo, só por algum tempo! eh,eh! Ao fim de alguns anos sem motas, comprei uma Yamaha Blaster 200. É um brinquedo que me dá muita diversão e que ainda guardo. Como a minha intenção não era andar na estrada mas sim nos montes achei que não faria mal comprar este bicho.

Durante esta década (inicio do século XXI), começo a frequentar os salões de automoveis e motos antigas e os problemas começam ai. Ver tanta coisa bonita faz crescer os desejos de possuir um clássico, seja ele de 4 ou 2 rodas. Numa dessas ditas feiras, quebro a minha promessa de não ter mais motas e abro a carteira... venha esta Vilar 125cc de motor Britânico Villiers. Mota nacional de 1953 em fraco estado e cuja recuperação me está a provocar muitas dores de cabeça e de carteira.

Já com o bicho dos clássicos a fermentar no corpo acabo por adquirir esta Peugeot 57TC de 1955 (125cc) de matrícula francesa mas sem documentos. A mota estava em tão bom estado para restauro que não resisti. A questão é que tentei legalizar a mota durante algum tempo sem sucesso. Como não consegui acabei por vender. Tive pena, mas não posso ficar com uma mota de bibelô.

Com o bicho dos clássicos em 'Full-Power', faço uma viagem considerável para comprar uma IWL Berlin. Este passo foi uma tragédia porque o negócio correu bastante mal. Foi um negócio com contornos patéticos e incriveis, tive-a durante algumas semanas até o negócio ser desfeito e o anterior dono a vir buscar.

Depois de dois negócios frustrados, acabo por me lançar na compra de uma Casal Carina de 49cc e de 1969 o ano do meu nascimento. Está mais ou menos completa mas a precisar de levar algumas peças novas. Material suplente é dificil de arranjar mas acho que tive sorte porque devo conseguir tudo o que necessito. Vai ser alvo de recuperação entre 2009/2010.

Entretanto, em Outubro de 2009, lanço-me na compra de uma Benelli bicilindrica de 125cc. Gostei do design da moto, da carenagem e tambem do preço. Tinha-me dedicado a pô-la funcional, muito lentamente, e era para ser alvo de restauro, mas, por vários motivos, acabou poor ser vendida em Maio de 2011.


Em 2010, encontro esquecida num armazem de um concessionário aqui em Braga esta Fundador MRE50. Não tinha sido vendida, irresistivel!

Tambem em 2010, invisto nesta magnifica máquina de 1932, uma Motobécane B4 de 350cm3. O preço foi bastante em conta e para além da legalização e da reparação do motor não preciso de fazer mais nada.


Entretanto, no mesmo ano,  acabo por engraçar com esta Macal M50 de senhora ...

E é tudo, para já! Actualmente tenho as 6 que descrevi, a Blaster, a Vilar e a Casal Carina, Fundador, Macal M50 e a Motobécane. No entanto, é bem provavel que isto não fique por aqui.