Este sábado passado, de manhã cedo, a caminho de Vila do Conde, apanho uma pequena fila na estrada devido ao lento andar de um tractor a puxar um reboque. Aguardo pacientemente a minha vez de poder ultrapassar o veículo e quando esta chega, reparo que no monte de sucata que o reboque continha, estava bem lá no fundo uma bicicleta ‘pasteleira’ de senhora. Pensei cá para mim…”um reboque com sucata é sinal que vai tudo para derreter! Tenho que ver se aquela bicicleta é recuperável!” . Acabei por fazer algo que não costumo fazer, fui atrás do tractor até este parar mais à frente. Parei também e abordei o condutor…
“Bom Dia, permita-me perguntar-lhe…não vai deitar fora a bicicleta pois não?”
“Não, mas vendo-a!”
“Ai sim? E quanto pede por ela?”
“20 euros”
“ Posso subir para ver melhor?”
“ Sim, claro!”
Depois de ultrapassar as vedações ferrugentas e o arame farpado, fiquei contente por ver que estava completa e quase toda recuperável. Aliás bastaria somente limpar e encher os pneus. Foram dos 20 euros mais bem gastos da minha vida.