sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Clássicos Que Passaram Pela Garagem, IWL SR59 BERLIN

IWL SR59 Berlin, scooter da Ex-Alemanha de Leste.
 
 
Outra que passou pela minha garagem, algures em 2009.
Esta história, acho que merece ser contada, quanto mais não seja, por ser caricata.
 


A IWL é uma das scooters mais bonitas e interessantes que andam por aí e nas minhas pesquisas consegui o contacto de um particular que tinha uma para vender, ali para os lados de Torres Vedras. Este passo foi uma tragédia porque o processo correu bastante mal. Foi um negócio com contornos patéticos e incríveis, tive a IWL durante algumas semanas até o negócio ser desfeito e o anterior dono a vir buscar.  



Após os óbvios contactos iniciais, foi-me prometido que a scooter estava completa, a funcionar e com documentação suficiente para se poder legalizar (era de matricula alemã). Quando a fui buscar a Torres Vedras, o cenário com que me deparei era bem diferente. Não funcionava e estava incompleta. Aliás, o vendedor nem se deu ao trabalho de antecipadamente tentar por a scooter a funcionar e de procurar as peças que faltavam. Fez tudo no dia da venda e sem qualquer resultado positivo porque a mota nunca "pegou" e as peças não apareceram. Mais, só nesse momento também se dedicou a procurar os documentos.


Após algum compasso de espera pelos documentos, os mesmos acabam por me ser facultados, mas, por culpa minha, não os verifiquei convenientemente. Apesar da desilusão por a mota estar incompleta e sem trabalhar, arrisco mesmo assim a levá-la para casa. Só no dia seguinte, já em casa e a analisar a documentação para proceder à legalização, é que me apercebo que a papelada que tinha era de uma Durkopp Diana e não desta IWL. Senti-me completamente enganado, mandei umas cara#had%s para o ar como primeira reação, e como segunda, foi mandar anular o cheque que tinha passo.  

A minha sorte no meio disto, é que tinha pago uma parte em dinheiro e o grosso do "bolo" em cheque. Como a transação foi feita no sábado, na segunda de manhã já estava a anular o cheque. Só depois contactei com o vendedor a explicar que a documentação estava errada e que o restante pagamento estava anulado até ter os papéis corretos.

O que acontece a seguir, depois de muitas chamadas telefónicas e muito bate-boca é que os documentos corretos nunca são encontrados e o vendedor acaba por se deslocar a Braga diversas semanas depois para recolher a mota e devolver o montante pago por mim. Sempre, é preciso dizê-lo, sob ameaça de processo legal. 

É preciso também dizer que, o vendedor teve sempre mais do que tempo de por a mota a trabalhar, de procurar as peças e a documentação necessária, o esforço minimo que qualquer pessoa deveria fazer quando quer realizar um negócio. Entre o primeiro contacto e o dia da realização do negócio passou mais do que tempo suficiente. Se não fez o necessário, foi por falta de brio, e se esta falta de brio é assim na sua vida particular, não quero imaginar como será na vida profissional! Este tipo de leviandade deu-me diversos prejuízos, no gasóleo gasto entre Braga e Torres Vedras, nas portagens, nas chamadas telefónicas, no tempo gasto desnecessariamente, numa ida ao banco, etc, etc.  

Aprendi diversas coisas com este caso. Primeiro, que a vida está cheia de gente com falta de educação, muito centrada no seu umbigo, sem se importar se o seu precurso na vida afeta A, B ou C,  em que o primeiro item da sua lista de afazeres diário é; ‘LIXAR O PRÓXIMO’. Em segundo, aprendi a verificar tudo, absolutamente tudo antes de concretizar um negócio.

Serve de exemplo.


Já este exemplar da IWL, não chegou a passar pela minha garagem, mas, esteve quase! Tinha sido restaurada e estava em bom estado à exceção de um qualquer problema elétrico. Estava a leilão no ebay e fui o vencedor do mesmo, só que, o vendedor antes de a enviar por transportadora quis arranjar o tal problema elétrico, e, nesse entretanto, foram algumas semanas, e nunca mais respondeu aos meus email ou mensagens. Foi pena, estava em bastante bom estado e a bom preço. A diferença aqui em relação ao negócio anterior é que não tive prejuízo algum.


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