quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Bicicleta de Ciclismo SIRLA em roda 16"

Recentemente vi um anúncio na net sobre esta bicicleta de ciclismo em roda 16", não tinha marca nem grande descrição. Numa das minhas frequentes deslocações à Invicta aproveitei para ir vê-la e, pelo preço que estava, nem cheguei a pedinchar que este fosse mais baixo porque gosto de bicicletas de criança pouco usuais e a unica peça que me pareceu fora da escala seria o selim. Além disso, o anterior dono tinha colocado pneus, espiral e cabos novos. Feitas as contas, pareceu-me irrecusável.








Decidi chamar-lhe SIRLA porque o avanço tem uma gravação desta conhecida marca nacional. Como o quadro já parece ter sido pintado e não há qualquer autocolante, não dá para ter a certeza mas vamos assumir que sim. Em princípio, se não tiver havido grandes alterações ao original, não deverei estar errado.
Esta bicicleta deverá ser da década de 80, altura em que as empresas nacionais ainda não se preocupavam se a criança que utilizava esta bicicleta iria padecer de "Bicos de Papagaio" devido à postura de condução. Hoje em dia, com a superproteção dos nossos 'putos' arrisco-me a afirmar que comprar este estilo de bicicleta nova e nesta medida deverá ser impossível mas na época fazia parte de qualquer catálogo dos principais montadores nacionais.

Após uma inspeção mais cuidada, obviamente nem tudo são rosas... o guiador precisa de cromagem, uma das pinças é da nacional Lusito e a outra da Weinmann, o que à partida será para corrigir e colocar tudo Lusito. As manetes de travão também são da Lusito (e muito bem) mas não estão no melhor estado. Como não são difíceis de arranjar, já cá tenho umas novinhas.
Como já tinha dito o selim é que parece fora de escala, é maior do que devia, e por isso, após alguma pesquisa em catálogos de outros modelos idênticos disponíveis na net, deu para perceber que o selim deveria ser mais pequeno e em plástico. Inicialmente este acessório não foi propriamente fácil de "apanhar"! Acabei por contornar o problema ao descobrir que podia simplesmente arranjar um selim estofado (com napa) e tirar a dita napa. Numa caixa com vários tipos de selins, peguei no primeiro que me pareceu ter o tamanho e forma correta e mal levantei um bocado a napa que estava colada com cola apercebi-me logo da gravação da Tabor no plástico. Acertei logo à primeira, o que estava por baixo era na realidade um Tabor em plástico como se utilizava na época. Ora vejam! A ideia com que fico é que a dada altura a produção da Tabor começou a colocar napa por cima dos selins existentes para os modernizar ou tornar mais confortáveis.

Entretanto também já arranjei fita em tecido autocolante para colocar no guiador. Assim, já tenho o material todo necessário para um dia poder pegar neste projeto e o poder concluir. Para já fica encostado à espera de vez.

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